Maurício, um gênio que fez história pelo vôlei brasileiro PDF Imprimir E-mail
História - Por onde anda
Qui, 15 de Abril de 2010 00:28

Bicampeão olímpico e recordista em partidas vestindo a camisa brasileira (575 jogos disputados), é impossível falar da história do vôlei brasileiro, sem mencionar Maurício Camargo Lima.  Mesmo após ter abandonado as quadras há algum tempo, ainda é tido por muitos como o melhor levantador de todos os tempos. A verdade é que Maurício dedicou sua vida ao vôlei brasileiro, serviu de exemplo e inspiração para tantos, e se mostra muito feliz por receber esse reconhecimento até hoje.

Em entrevista exclusiva ao Vôlei Na Rede, Maurício fala sobre seu passado na seleção, disse lamentar o momento vivido pelo Brasil Vôlei, ex-Banespa, clube pelo qual passou, e conquistou diversos títulos, como o tricampeonato brasileiro, e se mostrou muito otimista com o atual momento da equipe brasileira.

 

[Vôlei Na Rede] Você se lembra da sua última partida antes de abandonar as quadras?
Lembro, claro. Foi na semi final do campeonato italiano, Macerata x Treviso. Perdemos por 3 sets a 2 na última partida do play-off (2005).

 

[VNR] - Como está a sua vida hoje?
Minha vida esta ótima, continuo trabalhando com o esporte, que é o que eu amo e sei fazer muito bem, sem falsa modéstia. Não sei se mais ou menos do que antes mas, agora sem dúvida, estou com mais tempo para a minha vida pessoal também.

 

[VNR] - Como é pra você, mesmo depois de tanto tempo ainda ser lembrado, sendo que muitos ainda o consideram o melhor levantador de todos os tempos?
Este é sem dúvida o maior reconhecimento do meu trabalho. Tudo o que fiz pelo vôlei, foi com muito amor a minha profissão, foi com muita determinação, então, tudo isto é extremamente recompensador. Me sinto lisonjeado ao ser ainda abordado pelas pessoas que demonstram por mim tanto carinho...

 

 

[VNR] - No ano passado surgiram boatos de que você voltaria a jogar, em um clube na Superliga. Existiu realmente essa possibilidade?
Todo começo de temporada é a mesma coisa, estes boatos acontecem. As vezes sou sondado por clubes que realmente têm interesse no meu retorno mas, nunca fomos as vias de fato, até porque , acho que meu tempo já passou.

 

[VNR] - Como você analisa a seleção brasileira atualmente?
É uma seleção jovem, muito jovem, mas, com talentos incontestáveis. É uma garotada que está chegando de uma base muito boa. São meninos que estão cheios de vontade de jogar, de crescer, de aparecer, de vencer.

 

[VNR] - E a Superliga? Em sua opinião, o que ainda temos para melhorar?
A superliga este ano está com o nível muito bom, repatriamos quase todos os brasileiros campeões olímpicos que estavam fora e isto para o país e para o campeonato é maravilhoso. Mas, ainda temos muitas coisas para mudar, o calendário de jogos, por exemplo, é muito apertado e isto causa uma fadiga nos atletas antes mesmo do meio do campeonato.

 

[VNR] - O que você mais sente saudade da época de seleção?
Sinto falta mesmo dos jogos, no sentido literal da palavra. Vestir a camisa da seleção pra mim sempre foi motivo de muito orgulho, sempre fiz com muito prazer. A seleção era um incentivo a mais na minha carreira de atleta. Era um prazer representar o Brasil e poder proporcionar ao povo brasileiro um pouco de prazer, de orgulho por naquele momento ser brasileiro. Agora tenho pavor de lembrar das viagens intermináveis, das concentrações, do tempo fora de casa. Tudo isto marcou um momento na minha vida que já acabou.

 

[VNR] - Você fez parte da era de OURO do Banespa, nos anos 90.  Como é pra você ver a situação atual do clube, atual Brasil Vôlei, que corre o risco de acabar?
Fico triste porque o Banespa acabou. Realmente fiz parte de uma era campeã, mas acima de tudo ele sempre foi um celeiro para grandes talentos, o Banespa fez muitos nomes brilharem...infelizmente a era Banespa chegou ao fim.

 

[VNR] - O cargo de técnico nunca foi uma opção pra você?
Não me atrai em nada. Acho que não tenho o perfil de um técnico. O fato de ter sido um bom jogador não significa que eu seria um bom técnico. E também não sei se gostaria de continuar levando a mesma vida de um jogador, com viagens, mudanças de cidade, agora com a responsabilidade maior ainda que é dirigir um time. Mas, nunca se sabe... Não digo que desta água não beberei.

 

[VNR] -  Se você pudesse deixar um recado para quem está começando hoje no vôlei, e sonha em ter uma carreira tão vitoriosa como a sua, o que você diria?
Eu acho que em primeiro lugar, você precisa amar a sua profissão. Ela requer dedicação, muita dedicação, persistência, determinação, objetividade. Ser um atleta de alto nível não é ter uma vida só de glamour como a maioria das pessoas imagina. É preciso abdicar de algumas coisas da vida pessoal e se jogar de cabeça em sua escolha. Os louros da fama vêm com o tempo, depois das dificuldades, depois de muitas derrotas, depois de muitos fracassos, mas, é incrível você poder sentir o gosto da vitória, do dever cumprido e de saber que tudo valeu muito apena. Eu começaria tudo de novo,do mesmo jeito se isso fosse possível.

Principais títulos:

EM CLUBES (21)

 

  • Campeão Paulista em 89, 90, 91 (BANESPA)
  • Campeão na Copa do Brasil em 90, 91 (BANESPA)
  • Vice-Campeão Mundial de Clubes em 90, 91 (BANESPA)
  • Campeão Sul-Americano de Clubes em 89, 90, 91, 92 (BANESPA)
  • Campeão Sul-Americano de Clubes em 96 (OLIMPIKUS)
  • Campeão Brasileiro em 89, 90, 91 (BANESPA)
  • Campeão Brasileiro em 96 (OLIMPIKUS)
  • Campeão Brasileiro em 99, 2000, 2001 (MINAS TÊNIS CLUBE)
  • Campeão da Copa Itália em 93 (DAYTONA MODENA)
  • Campeão da Copa CEV pela MACERATA em 2005

 

NA SELEÇÃO BRASILEIRA (30)

 

  • 4° Lugar nos Jogos Olímpicos de Seul (88)
  • Campeão Sul-Americano (89, 91, 93, 95, 97, 2001, 2003)
  • 4° Lugar no Campeonato Mundial no Brasil (90)
  • 3° Colocado na Liga Mundial (90, 99, 2000)
  • Vice-Campeão Pan-Americano em Cuba (91)
  • CAMPEÃO DOS JOGOS OLÍMPICOS DE BARCELONA (92)
  • CAMPEÃO DA WORLD SUPER FOUR NO JAPÃO (92)
  • Vice-Campeão da Copa dos Campeões no Japão (93)
  • 5° Lugar no Campeonato Mundial na Grécia (94)
  • 4° Lugar no Campeonato Mundial no Japão (98)
  • Vice-Campeão da Liga Mundial (95 e 2002)
  • Campeão da Liga Mundial (93, 2001, 2003, 2004)
  • 3° Colocado nos Jogos Panamericanos de Santo Domingo (2003)
  • Campeão da Copa América (1998, 2001)
  • CAMPEÃO DA COPA DO MUNDO no JAPÃO (2003)
  • CAMPEÃO MUNDIAL na ARGENTINA (2002)
  • CAMPEÃO DOS JOGOS OLÍMPICOS DE ATHENAS (2004)
Fonte: Site Oficial Maurício

  

 

Para quem quiser seguir os passos de Maurício, basta segui-lo no twitter: @mauriciovolei

Por Luciana Gomes
Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

AddThis Social Bookmark Button
 

Superliga 12/13

This current season has ended!

Curta nossa página!

Desenvolvido por: Leonardo Martinho