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A Seleção Brasileira é octacampeã da Liga Mundial, os jogadores recém-incorporados ao grupo vêm correspondendo às expectativas, o processo de renovação realizado pelo técnico Bernardinho vem sendo muito elogiado, etc...mas dois bicampeões mundiais e campeões olímpicos “não querem nem saber desse papo de renovação”.
Exageros à parte, Dante e André Nascimento, jogadores que dispensam quaisquer apresentações, ficaram fora da Liga Mundial, mas isso não significa que estejam fora da Seleção. Pelo contrário, vêm treinando no Centro de Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema, em busca da melhor forma e de uma chance de voltarem a ser convocados pelo técnico Bernardinho. Em entrevista exclusiva ao VôleiBrasil no dia em que a seleção venceu os cubanos (23/07), Dante e André falaram do sofrimento de torcer à distância e foram só elogios para os meninos da nova geração.  O que é pior, torcer da arquibancada, do banco de reservas ou em frente à TV?
Dante – Sem dúvida é pior torcer em frente à TV. No banco ou mesmo no ginásio é possível tentar ajudar de alguma forma, passar alguma mensagem. Normalmente quem está de fora vê o jogo melhor e quer ajudar. Quando não podemos é terrível. André Nascimento – Estar de fora seja da forma que for é um sofrimento. Ainda mais vendo essa molecada jogando tanta bola. Vamos ter que treinar cada vez mais para voltar à altura de quem está jogando. Vocês já têm anos de serviços prestados à seleção e estão iniciando um novo ciclo. A intenção é que ele vá até a Olimpíada de Londres-2012? Dante – Sim. Costumo brincar dizendo que faço planejamento de quatro em quatro anos. Em 2012 estarei com 33 anos e nessa idade acredito que ainda jogarei em nível de Seleção Brasileira. Para 2016 acredito que seja praticamente impossível. André Nascimento – Meu foco é a próxima Olimpíada, depois acredito que me aposento na Seleção. Depois de tanto tempo de dedicação e muitos títulos vocês estão concentrados em Saquarema treinando forte e motivados. Como é possível manter esse nível de comprometimento? Dante e André Nascimento – Ganhamos tudo e queremos ganhar tudo novamente. É isso que nos mantêm motivados (risos). O que fazer após encerrar a carreira é algo que já faz parte dos planos? Dante – É algo que ainda não parei para pensar. André Nascimento – Penso nisso todos os dias. Devido ao desgaste natural com tantas viagens, a primeira coisa que passa pela minha cabeça é uma atividade que não me obrigue a ter a rotina de um jogador ou técnico de vôlei. Para encerrar, que momentos vocês elegeriam como os inesquecíveis dentro e fora de quadra nesses anos de convívio com o grupo? André Nascimento – Fora de quadra vou ficar devendo. São muitas histórias legais, mas não lembro de nenhuma. Em relação às conquistas guardo com muito carinho o título da Liga Mundial de 2001. Para a minha geração foi o começo de tudo, porque a partir dali ganhamos todas as competições do cenário do vôlei mundial. Dante – As principais conquistas foram os dois Campeonatos Mundiais e a Olimpíada de Atenas. Não guardo uma lembrança ruim da prata em Pequim-2008 porque temos consciência de que jogamos o máximo que podíamos. Fora de quadra é sempre muito divertido ir ao Japão. Além das evidentes diferenças culturais, até hoje nos enrolamos com a mão invertida nas ruas. Um novato ou até mesmo os veteranos olham para o lado errado na hora de atravessar as avenidas e isso sempre gera boas risadas e muitas brincadeiras. Fonte: VôleiBrasil.org.br |